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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tristes Vidas


Tristes vidas

Maria Esther Maciel

Quem entra no Mercado Central de Belo Horizonte depara-se com uma profusão de cores e aromas de vários tipos e procedências. A disposição labiríntica do espaço convida o visitante a se perder deliciosamente pelos corredores cheios de lojas e bancas de frutas, verduras, legumes, queijos, temperos, peças de artesanato, coisas de casa, artigos religiosos, ervas, flores, entre diversos outros produtos. Os bares também integram o conjunto e oferecem agradáveis horas de lazer aos que os frequentam. Tudo isso, como se sabe, torna esse mercado já octogenário passeio obrigatório para todos os que visitam a cidade. 

Há, contudo, um lado sombrio em toda essa maravilha. Trata-se da área reservada à comercialização de animais vivos, como cães, gatos, patos, coelhos, galinhas e pássaros, entre outros. Todos presos em gaiolas imundas, expostos ao barulho incessante e estressante, sem espaço para se movimentar nem ar fresco para respirar. Muitos, por terem ido ainda filhotes para as lojas, nem sabem o que é a luz do sol. Vários, em função dos maus-tratos, contraem doenças. Enfim, são seres em estado de explícito sofrimento, convertidos em meros produtos de compra e venda, como se a vida fosse feita para isso. 

Deixei de ir ao Mercado Central há um bom tempo por esse motivo. Não posso ter prazer num lugar que encerra um calabouço repleto de viventes em condições de penúria, onde a tristeza predomina. Os cães, por exemplo, têm os olhos aflitos e parecem implorar a compaixão das pessoas que se aproximam. Mas a compaixão dos que se deleitam diante dos bichos postos à venda parece sempre rarefeita. E a dos vendedores parece que sequer existe. Isso porque, na nossa sociedade, os animais não merecem o estatuto de indivíduos, mesmo com as sucessivas descobertas científicas dos últimos anos quanto à complexidade psíquica, sensitiva e mental dos bichos de várias espécies.

Tem havido movimentos de ativistas contra esse comércio cruel, bem como algumas iniciativas políticas (infelizmente, não efetivadas) para enfrentar o problema. Uma delas foi o Projeto de lei 559/09, de autoria da vereadora Maria Lúcia Scarpelli, contra a comercialização de animais no mercado, mas não aprovado pela Câmara Municipal. O que evidencia a falta de sensibilidade de muitos do poder público para a questão dos animais. Algo, aliás, que se vê não apenas em BH, mas em várias partes do Brasil.

Num país refém da ganância capitalista e do moralismo hipócrita, em que os próprios humanos são frequentes vítimas de uma marginalização perversa (mendigos são queimados vivos, índios são expulsos de forma truculenta de suas terras, homossexuais são agredidos e assassinados por mero preconceito e intolerância), é difícil esperar que alguma dignidade seja dispensada aos animais, os mais marginalizados entre todos os seres. Uma sociedade que não respeita sequer a vida humana não pode ser capaz de admitir que um animal possa ter uma vida digna de ser vivida. 

Dia desses, ouvi falar da absurda venda, no Mercado Central, de gatos pretos para despachos de macumba. Fiquei estarrecida. Isso, se for verdade, só vem comprometer ainda mais a imagem de um dos mais importantes e interessantes pontos turísticos de BH
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http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/03/maria-esther-maciel-tristes-vidas.html

Gateiros e cahorreiros!!


GATEIROS E CACHORREIROS. EITA RAÇA! 

Normalmente não comento sobre as manifestações dos leitores. As razões são várias. Vão desde a impossibilidade de responder pessoalmente a todas as mensagens – que são muitas – até a precaução no sentido de manter um espaço absolutamente democrático para que cada um se manifeste livremente, sem correr o risco de ter sua opinião censurada ou questionada.

Porém, dessa vez decidi tecer mais alguns comentários a respeito da nota sobre a Consulta Pública da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, que irá publicar uma Lista Oficial de Espécies Invasoras.

O que me motiva a escrever agora foi a enorme repercussão que a nota alcançou. Foram quase 6 mil recomendações no Facebook, mais de 150 comentários de leitores e quase 200 réplicas no Twitter.

Poucas vezes vi na internet um número tão grande de pessoas se manifestando a respeito de uma notícia. No caso da nota sobre as espécies invasoras, tamanho alcance deve-se principalmente ao enorme poder de mobilização que os protetores de animais domésticos possuem. Eles são conhecidos popularmente como gateiros e cachorreiros. São pessoas que dedicam grande parte do seu tempo a causa da proteção dos animais domésticos.

Essas pessoas são capazes de sacrifícios imensos para defender aquilo que elas acreditam. Não existe no mundo – e digo sem medo de errar – nenhum outro movimento em que seus membros se envolvam tanto com a causa que abraçam. Nenhum grupo político ou religioso possui integrantes dispostos a tanto sacrifício pessoal como é o caso dos gateiros e cachorreiros. Nenhum grupo social tem uma capacidade de mobilização tão forte quanto eles. É impressionante.

A sorte de quem maltrata animais é que esse imenso grupo de protetores ainda desconhece o poder que tem. Pois no dia que eles se organizarem e passarem a ter estratégias claras de atuação, o mundo político irá tremer.

Os protetores de animais podem arruinar uma carreira política. Podem condenar um produto ao fracasso e, até, causar enormes prejuízos à empresas que insistem em ignorá-los. Uma grande parte desse grupo de ativistas é formada por donas de casa. São mulheres que decidem o que comprar em seu lar e que, com o poder de mães, esposas e filhas, conseguem mudar a opinião – e o voto – da família.

Para a felicidade daqueles que ignoram os apelos desse grupo, o movimento ainda não é organizado. Não existem lideranças nacionais com capacidade de mobilizar e de conduzir uma ação uniforme em território nacional. No dia que isso acontecer, senadores da República e até candidatos a presidente do país terão que estender tapetes vermelhos para eles.

O mais impressionante nesse grupo, além do grande poder de mobilização, é outra característica muito singular: grana. Ou melhor, a falta dela. Em 25 anos de lida diária na causa ambiental, nunca vi um “movimento social” trabalhar sem ganhar. Pelo contrário. Penso que os protetores de animais é o único grupo que tira do próprio bolso o financiamento para as suas causas. Eles não são empregados em ONGs, não recebem bons salários, como a grande parte dos ambientalistas profissionais, não dispõe de financiamento público e muito menos recebem emendas de parlamentares. O dinheiro deles vem das “vaquinhas”, das “rifas” e dos trocados que conseguem juntar impondo-se algum sacrifício pessoal.

Não existem estatísticas que mostram quantos eles são. E muito menos existem dados oficiais sobre quem eles são.

Mas uma boa dica para identificar um potencial protetor é reparar em alguns dos seus hábitos mais comuns: possuem animais domésticos, provavelmente mais de um. Nas redes sociais, seus álbuns de fotos sempre possuem a foto de um gatinho, de um cachorrinho, ao lado das imagens de suas famílias. Nas ruas, seu animal de estimação está quase sempre no colo, ou, se for grande, sempre ostentará um pelo brilhoso ou uma coleira da moda. Para esse grupo, não existe diferença social entre os animais. Os de “raça” e os “vira-latas” são iguais, nem mais, nem menos.

A eles, os protetores e protetoras do Brasil, dedico minha inteira admiração e agradeço imensamente as lições de amor e respeito à vida, que muitas vezes nos faltam quando somos absorvidos pelos debates “técnicos” em nossa luta ambiental.

Obrigado.

http://blogs.estadao.com.br/dener-giovanini/gateiros-e-cachorreiros-eita-raca/

O início

Há muitas coisas para se fazer quando pensamos nos animais. Animais maltratados, animais enjaulados, animais que precisam da nossa ajuda.

Não poderemos mudar nossa triste realidade em um piscar de olhos. Mas, podemos nos preparar para mudar a consciência das gerações que estão por vir e daquelas que já estão aí, precisando apenas de uma "leve sacudida".

Por isso, esse grupo que se formou em 2011 vai se reencontrar e se reorganizar. Neste ano, teremos mais amigos, mais encontros, mais ações...

A causa "eu amo os animais" vai além de fazer parte de um grupo que acredita ness lema. Essa causa abraça as ações que já estão aí, precisando de voluntários, e engloba os novos ideias, criados apartir dos olhares sonhadores e esperançosos.

Todos que quiserem se juntar a nós serão sempre bem vindos!!!

"Porque nós amamos todos os seres"